Em Díli nos próximos mesesA FRETILIN "não muda uma vírgula" no plano de realizar a Marcha da Paz em Díli nos próximos meses, segundo afirmou, ontem, o presidente do maior partido da oposição, Francisco Guterres "Lu Olo".O líder da FRETILIN respondeu, em conferência de imprensa, a declarações do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, num discurso em Ainaro, a 28 de Setembro."Lu Olo" acusou Xanana de ter dito à população que "tinha ouvido que se preparava a Marcha da Paz" para Díli, mas que "não valia a pena" as pessoas descerem à capital."O primeiro-ministro disse que estaria à espera de quem se manifestasse e que os meteria a todos na cadeia", acusou o líder da FRETILIN. Agência Lusa
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Sunday, October 5, 2008
Friday, October 3, 2008
Cabo Verde: PR de Timor-Leste aceitou convite para visitar país em 2009
Cidade da Praia, 02 Out (Lusa) - O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, deverá visitar Cabo Verde no primeiro trimestre de 2009, em resposta a um convite nesse sentido feito na semana passada, em Nova Iorque.
À margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, o Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, encontrou-se com o seu homólogo timorense, a quem formulou o convite, que foi aceite.
"O Presidente Ramos-Horta está interessado em conhecer Cabo Verde, as instituições cabo-verdianas, tendo em conta que somos pequenos países e podemos ter alguns traços comuns", afirmou hoje Pedro Pires, numa conferência de imprensa na Cidade da Praia.
Também à margem da Assembleia Geral, Pedro Pires disse que se encontrou com o presidente da Comissão da União Africana, Jean Ping, com quem discutiu a amortização das dívidas que Cabo Verde tem em relação ao pagamento das quotas da organização.
"Como sabem, estamos atrasados no pagamento das quotizações e está a fazer-se um esforço no sentido da sua resolução. Para tal é preciso negociar com a comissão da União Africana", explicou.
Pedro Pires afirmou que Jean Ping se mostrou disponível e que o Governo irá agora negociar a amortização da dívida cabo-verdiana com a organização.
O Presidente da República alertou também os cabo-verdianos para a necessidade de estarem atentos, já que sendo Cabo Verde um país pequeno poderá sentir os efeitos da crise financeira mundial na sua economia.
Um dia depois de regressar da 63ª Assembleia Geral da ONU e de visitas às comunidades cabo-verdianas nos Estados Unidos, Pedro Pires lembrou que a economia cabo-verdiana tem como motor o turismo e a imobiliária, pelo que é necessário acompanhar a situação com atenção para que o país não sofra grandes impactos.
"A economia cabo-verdiana tem tido como motor a imobiliária e acho que neste momento há que pensar nisso. Há uma questão da qual não se pode fugir que é o aumento do custo do dinheiro, quer dizer haverá certamente uma restrição do crédito nesses países, maior selectividade na atribuição do crédito, maior rigor e maior cuidado na concessão de crédito. Sendo assim haverá certamente uma certa retracção da economia", admitiu.
Pedro Pires ressaltou que as autoridades e o país têm de estar de sobreaviso já que se trata de uma situação sobre a qual Cabo Verde não tem "controlo ou capacidade de intervenção".
"Penso que o Governador do Banco de Cabo Verde está a acompanhar a situação porque já discuti essa situação com ele. Mas eu diria que é preciso muito cuidado nos créditos, e o cidadão deve ser realista e aprender a viver com os seus recursos. Quanto às autoridades é acompanhar com muito cuidado o que está acontecer lá fora e evitar que tenha impactos muito fortes entre nós", aconselhou. (noticias.sapo.pt)
À margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, o Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, encontrou-se com o seu homólogo timorense, a quem formulou o convite, que foi aceite.
"O Presidente Ramos-Horta está interessado em conhecer Cabo Verde, as instituições cabo-verdianas, tendo em conta que somos pequenos países e podemos ter alguns traços comuns", afirmou hoje Pedro Pires, numa conferência de imprensa na Cidade da Praia.
Também à margem da Assembleia Geral, Pedro Pires disse que se encontrou com o presidente da Comissão da União Africana, Jean Ping, com quem discutiu a amortização das dívidas que Cabo Verde tem em relação ao pagamento das quotas da organização.
"Como sabem, estamos atrasados no pagamento das quotizações e está a fazer-se um esforço no sentido da sua resolução. Para tal é preciso negociar com a comissão da União Africana", explicou.
Pedro Pires afirmou que Jean Ping se mostrou disponível e que o Governo irá agora negociar a amortização da dívida cabo-verdiana com a organização.
O Presidente da República alertou também os cabo-verdianos para a necessidade de estarem atentos, já que sendo Cabo Verde um país pequeno poderá sentir os efeitos da crise financeira mundial na sua economia.
Um dia depois de regressar da 63ª Assembleia Geral da ONU e de visitas às comunidades cabo-verdianas nos Estados Unidos, Pedro Pires lembrou que a economia cabo-verdiana tem como motor o turismo e a imobiliária, pelo que é necessário acompanhar a situação com atenção para que o país não sofra grandes impactos.
"A economia cabo-verdiana tem tido como motor a imobiliária e acho que neste momento há que pensar nisso. Há uma questão da qual não se pode fugir que é o aumento do custo do dinheiro, quer dizer haverá certamente uma restrição do crédito nesses países, maior selectividade na atribuição do crédito, maior rigor e maior cuidado na concessão de crédito. Sendo assim haverá certamente uma certa retracção da economia", admitiu.
Pedro Pires ressaltou que as autoridades e o país têm de estar de sobreaviso já que se trata de uma situação sobre a qual Cabo Verde não tem "controlo ou capacidade de intervenção".
"Penso que o Governador do Banco de Cabo Verde está a acompanhar a situação porque já discuti essa situação com ele. Mas eu diria que é preciso muito cuidado nos créditos, e o cidadão deve ser realista e aprender a viver com os seus recursos. Quanto às autoridades é acompanhar com muito cuidado o que está acontecer lá fora e evitar que tenha impactos muito fortes entre nós", aconselhou. (noticias.sapo.pt)
Timor abre terceiro inquérito para julgar repasse de armas
Por Pedro Rosa Mendes, da Agência LusaDíli, 1° out (Lusa) - O processo de transferência de armas, que na quinta-feira tem o terceiro inquérito em Díli, capital do Timor Leste, é a mais recente “assombração” da crise de 2006 para a estabilidade frágil do país.A Procuradoria-geral da República (PGR) marcou para quinta-feira o interrogatório do coronel Falur Rate Laek, depois de ontem inquirir o coronel Lere Anan Timor e o major Mau Buti.Os três oficiais superiores são membros do Estado-Maior das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e comandantes históricos da resistência timorense.A PGR pretende também chamar à justiça o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (CEMGFA) timorense, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, e o ex-ministro da Defesa Roque Rodrigues, membros do Conselho Superior de Segurança e Defesa Nacional.Na origem do processo está a distribuição de armas a civis pelas F-FDTL, em 24 de maio de 2006.O episódio aconteceu após quatro semanas de instabilidade desencadeada pelos chamados peticionários das F-FDTL, a partir de 28 de abril daquele ano. A implosão da Polícia Nacional (PNTL), a deserção do major Alfredo Reinado, comandante da Polícia Militar, a existência do grupo de Vicente Conceição “Railós”, armado pelo então ministro timorense do Interior, Rogério Lobato, e incidentes como o ataque à residência de Taur Matan Ruak foram analisados pela Comissão Especial Independente de Inquérito (CEII) das Nações Unidas.A CEII, que apresentou o seu relatório final em outubro de 2006, concluiu que, “ao armarem civis, o ministro da Defesa e o chefe da Força de Defesa atuaram sem base legal e criaram uma situação de perigo potencial significativo”.“No dia 17 de maio, o brigadeiro-general Taur Matan Ruak escreveu ao primeiro-ministro (Mari Alkatiri) solicitando uma auditoria ao depósito de armas das F-FDTL em resposta a alegações segundo as quais pessoas civis teriam sido vistas a andarem com armas das F-FDTL”, recorda o relatório da CEII.“As provas perante a Comissão estabelecem que as F-FDTL começaram a armar civis no dia 24 de maio de 2006. Isto foi feito sob ordens do brigadeiro-general Matan Ruak e com o conhecimento do ministro da Defesa”, diz o documento.“Foram feitas listas contendo nomes e os correspondentes números de série das armas entregues, mas as pessoas não assinaram em como receberam as armas”, apurou a Comissão.ApreensãoA Comissão mostra sua preocupação pelo grau de distribuição ilegal e irregular de armas no Timor Leste e pela inércia demonstrada pelo Governo para fazer face à falta de controle de armas no seio das suas forças armadas perante informações e análises credíveis relativamente à ilegalidade e/ou irregularidade da posse de armas, sua movimentação e uso.A CEII concluiu que “as armas foram distribuídas com o conhecimento e aprovação das seguintes pessoas: Roque Rodrigues; Taur Matan Ruak; Tito da Costa Cristóvão, também conhecido por Lere Anan Timor; Manuel Freitas, também conhecido por Mau Buti; e Domingos Raul, também conhecido por Rate Laek Falur” (sic).A Comissão recomendou que estas pessoas sejam processadas judicialmente por transferência ilegal de armas.O International Crisis Group, que analisou a crise num relatório que precedeu o da CEII, disse que, “em contraste com a transferência secreta e ilegal de armas da Polícia a civis, esta (das F-FDTL) foi relativamente ordenada e bem documentada, tornando mais fácil a recolha das armas após a chegada de tropas internacionais”. (agencialusa.com)
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